(...) Fugir naquela hora seria a mais bonita atitude, ou até mesmo um ato de compreender a situação que o momento não permitira acontecer, então o ‘mas’ se encaixa logo aqui, mas como fugir de algo que não se dar pra fugir? Talvez uma dose ou duas, quem sabe quantas, de etílico seja a melhor resposta, ou a mais ridícula de todas... Era como se algo nos puxasse e nos atraísse, eu segurava a sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco, seus olhos permaneceram dentro dos meus por uma fração de segundos... E enfim laçamos nossos braços, e roçamos nossos rostos, deixando a saudade desenhar linhas perfeitas levando a uma interminável troca de carinho e afeto, aquela de sempre. E a qualquer pedido feito, naquela hora, só vinha, simplesmente, um , ou o mesmo, ou o único: Não fujas de mim! O copo virara as vezes, e a cada queda o peso na consciência de que mais tarde, um pouco, só nos restaria garrafas vazias e uma pequena ressaca moral. Ressaca moral? Não de ambas a partes, eu nunca tive medo tampouco vergonha do que é só amor... O cenário não nos proporcionava muitas coisas, a não ser uma imensa quantidade de copos, espalhados pelo chão, e a mais deslumbrante de todas as luas, isso me bastava! E aos leitores deste texto digo que ficou um toque a mais do que antes eu já sentira, e que , agora, a ausência passa a transcalar até mesmo o vento (...)
continua no próximo capítulo, ou não!
E como diria Renato Russo: Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.♪
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.♪
