[...] Maria uma vez ou outra se olhara no espelho e via a tristeza lhe sorrir e falar, docilmente, que Maria a encantava e que ia permanecer ao seu lado por muito tempo. De tão acostumada a sofrer Maria passou a fazer da tristeza sua felicidade de cada dia, tava tão acostumada que começou a se apresentar como “Maria das Dores” ou somente Dasdores, e assim vivia os dissabores da vida, saboreando tudo!
Tudo o que eu falei dormindo (...)
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Oh, tempo injusto
Oh, tempo injusto, porque insistes tanto em derrubar-me toda vez que eu me aponto de pé ? Eu tanto que te confesso que cansei de ser esse samba tristonho, porque não me ouves? Nada em mim foi covarde, nem mesmo o acostumar dessa estrada, tão errada, que me destes preu caminhar. Será que é de tua vontade que eu siga engaiolada no meu interior arquitetado de medo, feito um pássaro preso numa gaiola, esculpida de tristeza, impedido de voar? Ou tu tens me mostrado o caminho de tão longe e eu feito tola vejo um labirinto sem saída ? Diga-me, diga-me tempo injusto o que eu ei de fazer sem a presença constante do meu trigo que é dourado...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Ter Fé e ver coragem no amor .
(...) Naquela hora, de olhos postos ao mar eu o pedi, com toda fé necessária, que o melhor fosse acontecido, que meus braços servissem de abrigo, para sempre, a quem eu tanto desejara naquele momento... por quase um dia o mar ouviu as minhas preces! Acreditei que a junção de nossas vidas estaria, ali, ligada apenas por uma respiração. Eu lhe observara dormir enquanto meus olhos, coração e mente, pediam-lhe de maneira sutil que nunca se afastasse de mim. Por um minuto desejei que o tempo parasse e que aquele momento viesse a permanecer para sempre - Passaria os últimos segundos de minha vida observando seus cílios longos e sua face coberta de ternura – porém, aquilo que eu pensava que, agora, seria ‘’eterno’’ o mar veio a esquecer o quão se faria cogente, aquilo para mim, esqueceu de tudo o que eu havia lhe pedido deixando que o nascer do sol levasse tudo embora. E agora eu não o observo mais a dormir, e sim a mim mesma.
domingo, 11 de setembro de 2011
(...)
A chuva passou, mas o céu, ainda, permanece nublado. Essa inconstância do tempo esta me deixando meio dormente, eu já nem sei quando é outono. Dou muita sorte de ter uma pequena afinidade com as flores, elas que me fazem deduzir quando é primavera. Cada flor uma representação do que sou, do sinto e do que eu tenho, quando vejo alguma caída pelo chão e o vento levando, me surgi um grande nó na garganta e um aperto no peito - nada define – logo, quando desvio o olhar, o que me faz seguir em frente e me conformar com aquelas que o vento levou é uma delicada visão, de um pequeno jardim, nele contem as mais belas flores (eu mesma que o fiz, pode crer.), selecionei uma por uma, e me dei o trabalho de regá-las todo santo dia, sem contar que as nomeei também, deu muito trabalho botar nome em cada uma das flores, mas sabe o que eu fiz? Separei por cor. Três lindas cores. Branca, rosa e não diferente das outras se fazia necessária também a vermelha. Então pensei: Deus, a flor branca é a mais delicada de todas, sem contar que todas às vezes que me falta algo ou que estou passando por algum descontentamento ela é a primeira que avisto, parece incrível, mas a minha tristeza é motivo da tristeza dela também. Então, que nome darei? E logo que me perguntei vi a uns três metros de distância minha Família (ou melhor: “Minha parte de mim”) Então decidi que o nome da flor branca nada mais seria do que FAMÍLIA, a melhor representação para aquela espécie. Até me emocionei na hora, mas foi por poucos segundos, lembrei que ainda me faltava à lição de nomear as outras duas flores. Prestei bem atenção na flor rosa, tive a ousadia de tirar uma do jardim e visualizar lado a lado, pétalas decalcadas, cheirosas e grandes. Lembro como se fosse hoje, por alguns minutinhos, naquele dia, dei um imenso descuido e adormeci, sonhei que estava brincando de roda com outras pessoas que no início não consegui decifrar direito quem eram, quando, sem querer, tropecei e cai, mas isso não foi problema todos em minha volta, me ajudaram a levantar foi tão lindo que nem me dei conta do pequeno arranhão no joelho, e elas começaram a dizer coisas bonitas, uma dizia : “Eu to aqui com você” a outra “Machucou em algum lugar?” Nossa, quanta preocupação! Mesmo assim não consegui ver direito os rostos delas, e quando acordei assustada por ter dormido, tentei lembrar quem seriam, não consegui até o momento que me veio na mente que quem me tratava com aquele cuidado e me dizia palavras tão doces eram, simplesmente, minha outra família que chamo, carinhosamente, de amigos (as), então esse seria o nome da flor rosa: AMIGOS (as). E só me restava nomear a flor vermelha. Que beleza inconfundível ela tinha, suas pétalas davam forma a um coração, e seu cheiro me lembrava de algo muito bom. A flor vermelha eu andava com uma dela, no cabelo, quase sempre. Ela era minha companhia, meu aconchego, e quando a solidão batia, eu a tirava do cabelo e começava a rodá-la entre os dedos, as suas voltas pareciam um grande carrossel de corações, dava prazer aos olhos e explicava a paz de qualquer ser. Então, o que passou pela minha cabeça: Qual o nome cairia como uma luva para esta flor, tão rara? Foi aí que pensei, assim como a flor vermelha me acompanha em todos os lugares eu também preciso de alguém que esteja comigo, me dê carinho e conforto quando minha família e amigos estiverem ausentes, preciso de alguém, que assim como a flor vermelha, explique a paz que eu sinto nas muitas vezes. Enfim, eu preciso de um amor, que valha tão a pena a ponto de ser colado seu nome em uma flor, até porque, a flor vermelha é muito rara e não adiantaria nomeá-la com um nome mesquinho. Decidi que ela não teria somente um nome mas sim sobrenome também, seria então: AMOR (sobrenome), e esse sobrenome seria lhe dado com passar do tempo, ou até mesmo o que estar agora em mente. Depois de ter nomeado as três espécie de flores, sem querer uma lágrima caiu. Chorei! Chorei por ter encontrado um meio de representar as pessoas que eu mais amo, num simples gesto de fina flor. Eu prometi pra me mesma que regarei, cuidarei, e me dedicarei o máximo possível a cada flor desse belo jardim, que chamo de minha vida e que hoje se faz me razão.
sábado, 6 de agosto de 2011
Abaçanamento.
Escrevo nesta noite, desequilibrada, para tentar, afastar a tristeza e a solidão. Hoje tive ânsia de felicidade, no entanto me deparei com esse constante pensamento de como seria. Desejei apenas uma dose de desapego, com gelo, e o que me apareceu foram litros de lembranças misturados com alguns de saudades, quente, guardadas a tempo-luz. Quisera eu poder dar um fim em tudo aquilo que me tira o sono e o fôlego, poder juntar tudo dentro de uma sacola e queimar igualzinho quem queima um cigarro, quisera eu ! Meu coração pede descanso a toda hora, e faz o trajeto, dentro do peito, como uma folha solta no vento, sem destino ele anda a procura de um refúgio em qualquer lugar, e ainda, com tudo isso, me surpreendo com essa infinita vontade que ele tem de encontrar os batimentos certos... No enlear de minhas artérias e veias pulsando forte ele bombeia, como quem cava um túnel, a procura do caminho de volta.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Retalhos.
Poucos vestígios sobraram desde aquela hora. Eu quis agarrar com unhas e dentes tudo que me restara, tudo que dali se fazia necessário pro meu, provável, suprimento, até mesmo os pequenos retalhos jogados pelo chão. Quis agarrar, guardar, segurar, esconder, TUDO, TUDO que o lembrasse; dos olhos cor de marcela-real no fim de julho, da pele macia, do cheiro que eu degustava sem pena e sem dó... Das falhas, dos erros, mas também de toda compreensão e carinho. No entanto nos dias, de hoje percebo que o futuro, se nega a ser do jeito que pretendíamos que fosse antes, e com um, lamentável, vazio recuso-me a lembrar, mesmo que seja impossível, do que antigamente me mantinha forte. Fica então, aqui, retalhos de uma ausência que não me deixa caminhar só.
terça-feira, 12 de julho de 2011
change .
(...) Chega um dia em que a gente simplesmente muda. Os sentimentos entorpecem e o coração faz novas escolhas. Toda vez que analiso meu interior, percebo que chegou a hora de mudar o rumo da vida, de seguir novas estradas, buscar novos horizontes e corre atrás de sonhos tingidos de eternidade . É, minha antiga vida, Chegou a hora de me veres longe de ti, hoje, cansei de remar contra o mar e pretendo dormir na certeza que tomei uma atitude ímpar e não fui covarde em nenhum momento, nem mesmo na hora de desistir de tudo, aliás, menos ainda nessa hora, pois esse foi meu grande gesto de coragem. Amanhã, quando eu acordar, quero estar com os pés firmes ao chão, e longe de toda tua pena, indiferença que hoje, ou melhor, que amanhã, não me fará mais falta nem interferirá nos meus futuros planos. Vou viver meu “mundinho” não era assim que dizias? ‘Cheio de ilusão’ porém um mundo meu, seja ele de realidades ou repleto de utopias... Minha antiga vida, sinto dizer-te, me sinto mais acompanha sozinha de que quando estava contigo, me sinto segura, confiante, até mais bonita, sabia? Não, mais, adianta ter-te ao meu lado por simples capricho do amor, eu quero pra mim alguém que faça a diferença, que me ame a toda hora e em todos os lugares. Queria te entender, mas impossível! Sei que sentirei saudades, assim como sentirás também, saudades de quando nos completávamos, mas isso era a muito... Quero que um dia tu percebas o, dócil, amor que senti por ti, mas não te arrependes de nada que fizeste, nem das vezes que me renegastes, pois já vai ser tarde, eu já vou ter encontrado em meu caminho alguém, não que ocupe teu lugar, mas que não tenha medo de mostrar o sentimento existente entre nós, enquanto isso vou caminhado em paz, e pedindo ao coração que não se deixe tocar por amores fúteis, por inverdades, por meios termos, mas sim por algo concreto e que me deixe sem fome e forte ! (...)
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