Optei por percorrer esta enorme ferrovia que leva a um não sem fim de trilhos, onde os mesmos são traçados corretamente, sem desvios, tendo apenas os necessários. Fui paciente ao esperar a hora certa de pular de trilho, mas fui traída por um calo que estava oculto na parte inferior do meu pé, me fazendo fraquejar e fugir da linha. Uma dor incômoda invadiu as minhas entranhas e meu coração de tanto gritar acabou perfurando uma pequena cavidade, que ecoou para todos os sentidos palavras desconcertadas e - liberando o ar que insistentemente quis sair. A ferrugem que outrora se fazia sem luz, com pouco oxigênio e chuva de lamentações, virou aço forte. O sonífero perdeu o efeito e hoje eu sei que o caminho do sono pode não ter porta, mas inexplicavelmente tem saída. O calo secou e achei o meu trilho certo.
à Manu por Dani Nunes =')
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